terça-feira, 30 de setembro de 2008

dedicatória;

a todos que me fizeram entender.
entender o mundo em seus sub-mundos.
a todos (os mesmos) que tiveram paciência.
muita paciência.
eles, não além deles;
que fizeram em minhas tardes ter o enorme prazer de aprender.
eles, só Deus além deles;
os melhores.
que não se tornaram apenas meros conhecedores, mas que se tornaram amigos.
que se tornaram insubstituíveis.
que se tornaram eternos.
eles;
que gastaram tempo e voz,
que pararam no tempo só para ouvir a nossa voz,
que estiveram presente, e acima de tudo, fizeram nosso futuro,
que simulava entrevistas de emprego para nos preparar,
que vinha fantasiada de mil modos (mil modos) para nos fazer rir (rir),
que gritava mesmo tendo uma enorme caixa de som na frente da sala (e tendo uma voz alta),
que fazia círculos perfeitos com o seu pen-drive,
que nos chamava de rei, sendo que o verdadeiro era ele próprio,
que imitava barulhos de guerra com o conhecimento de percussão,
que teve o máximo de compreensão até para ensinar doenças em latim,
que teve várias vezes piedade e nos deu várias outras chances na sua matéria,
que ensinou a ver o que a lambida faz,
que falava uma língua que ninguém entendia (em britânico ainda),
que repetia a mesma explicação até total entendimento do aluno (mesmo sendo nós apenas ótimos para tomarmos uma cerveja),
que passava filmes legais nas aulas ditadas chatas,
que contava histórias da roça,
que não falava merda, mas sim, meleca,
que incentivava trabalhos engraçados em vídeos,
que tibitava,
que não comia bolo claro só pão,
que brigavam, gritavam para poderem trabalhar, ensinar.
todos eles...
que não são meros entendedores.
a todos esses.
professores.

(professores que fizeram parte do 2º ano E, 2008)

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