Imagine como se o mundo fosse uma orquestra prevista e ensaiada antes de se erguer num novo dia (ou nova noite), em que todos os sons significassem de alguma forma uma linguagem musical. Não há instrumentos conhecidos, como violino, ou piano ou flauta, as únicas associações que se faz no texto com termos musicais são agudos, graves, pianíssimo, forte etc. Também não se deve associar o texto com objetos físicos que se é visto por nós, apenas ler e imaginar os sons (sem nenhum emissor físico) que a leitura causa.
O trabalho foi inspirado em vários momentos e lugares (da cidade) diferentes, e durante as escutas feitas tive várias idéias opostas de como contar uma história. E não o escrevi baseado no diário, e sim para cada ato marquei o horário que o significasse para sentir e escrever na hora. O objetivo é imaginar mesmo como se a cidade fizesse ensaios antes de tocá-la para quem quiser ouvir. Ela irá tocar da forma que se preparou, depende de cada um ouvir o que quiser da sinfonia que está soando. Acredito que se eu tivesse feito o texto outro dia, ele já seria diferente.
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