por que me persegue? Que mal lhe fiz para me assombrar?
Vá-te, esqueça-me, e me deixe ser livre.
Ensina-me a te esquecer
Ou pelo menos a superar, aprender.
Mas não me assombre.
Não roube meu sono.
Não cultive meus arrependimentos,
Eles crescem como praga em plantações.
Destroem tudo.
Poderei eu, um dia, plantar novas sementes?
Colherei flores?
Ah, Passado... Não sejas meu fantasma.
Morto estás.
Deita-te no seu caixão quieto, escuro.
Que prazer tens de trazer tanta dor?
Tantas indecisões?
Tantas perguntas que nunca terão respostas?
Tanto sofrimento?
Ah, Passado... Teu hino horroroso, o silêncio.
Liberta-me das tuas maldições.
Mata-me, mas não domine meu futuro.
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