tudo bem, estou sentada a 15 minutos aqui e já refiz esse texto umas trilhares de vezes. o que eu quero dizer é que não consigo dizer o que foi toda essa experiência. queria mesmo era fazer um texto grandioso, cheio de palavras inteligentes e essas coisas bonitas, mas enfim. não saí de um grande clichê inicial. pois então, direi, para me defender, que o simples é o novo chique.
posso dizer uma coisa em especial, porém acontece com todos quando entram numa universidade: conhecem umas milhares de gente, umas que nem se lembrará o nome no outro semestre, outros que nunca mais verá, e outras que levará para a vida toda. e sim, isso eu posso dizer que realmente aconteceu. mas o que vale de verdade não é apenas as pessoas e sim todos os momentos lindos ou não, divertidos, cheios de estresses, sonolentos, cantados ou tocados.
mas tenho que falar, fiz coisas que nem todos fazem quando entram numa universidade: tomei muito cappuccino com creme com pianistas, cantores, violonista, violinistas, gente legal, gente chata, com assuntos inteligentes, com assuntos piadísticos, "dancei" dança do ventre ao som de música judaica, bati milhares de ritmos a duas mãos, ri muito nas aulas de coral, aliás ter aula com o professor Edson, Matheus e Banks é difícil ficar mal, ri muito (mas muito mesmo) em todas as aulas com o grande professor Alciomar, que não me ensinou apenas teoria musical, mas várias lições sobre vida (até aprendi a praga do celular rosa), aprendi que 'tunziiiintkaioaesaeiuuuuiaeiiiiiiiiiiiiiiih' também é música (ou não), passei muito mal só de pensar que teria minhas aulas de piano, pensei em desistir milhões de vezes (e depois cai na real que desistir não era a resposta, e sim estudar... lógico, não?), chorei horrores ao saber que o que eu faço não tem sentindo e que não sei pensar antes de tocar e me senti uma estúpida, mas depois eu parei e fui estudar, dormi uma ou duas vezes nas aulas do australiano sobre música contemporânea, aprendi novas expressões do tipo: 'aaaAAAaaah', esqueci de muitos problemas com muitas conversas, cantei certo, cantei errado, cantei desafinado, brinquei de 'troca' junto com 'só perguntas', gargalhei horrores com ótimos amigos que foreva e neva vão ficar comigo, fui coruja em duas apresentações da Dany, mas saibam que eu fui em mais recitais, descobri que High School Musical é muito bom até, aprendi a andar de ônibus, descobri que o diego não ajuda a carregar a bolsa quando tá muito pesada, mas o felipe sim, virei vela de mais um belo casal super simpático, comi banana com club social de queijo, provei junto com a millena que é possível andar da unb à escola e ainda passar num shopping para tomar um sorvetinho, tive vários almoços terríveis, e presenciei uma amiga comer um inseto da salada, aprendi a tocar o concerto n. 1 para piano de tchaikovsky com uma violoncelista, e depois uma pianista/cantora nos mostrou que estávamos erradas, o jorge antunes passou do meu lado e eu fiquei sem reação, descobri que não consigo cantar um 'dó', e que réb não é a mesma coisa que um dó#, conheci uma prima que a tia dela vai ser minha mãe adotiva para me apresentar vários pianistas do mundo inteiro, toquei para francisca aquino e ela, com tantas críticas para fazer, pediu apenas uma coisa: calma, escutei mais beatles, e me viciei em the mamas and the papas, vi que até os pianistas tops erram, mas erram lindamente, recebi um bravo do melhor professor de piano que existe e aprendi que existe mais de um melhor professor do mundo, uma até que teve muita paciência para me ensinar a estudar, e que já ficou mais de uma hora em um compasso, dei uma bronca num tenor no meio da apresentação, fiz uma amiga feliz com um vídeo, abriu-se uma campanha 'faça uma amiga feliz' pq ela me fez feliz com outra coisa, mas depois a campanha voltou ao vídeo que foi o que mais fez sucesso, e talvez foi mais interessante, descobri que não tenho cara de pianista e deveria fazer canto erudito e ainda mais, entrar para uma academia de musicais (sonho), fiquei orgulhosa em vários momentos ao ver MEUS amigos cantando, tocando ou solando no palco...
pois bem, agora está sendo uma dificuldade fechar o texto, sem reclamar mais da minha falta de criatividade, termino com um detalhe: semestre que vem terá muito mais, e eu não vejo a hora...
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